domingo, 16 de outubro de 2011

Lady Jane parte 2



Amado Mestre,
 Suas são as paginas deste espaço, como tudo que existe em mim. Te agradeço por permitires que Suas palavras povoem estas paginas... Te amo!
 Inteiramente sua ... {meldyka}_Kadosch

Lady Jane - Crônica poética de uma sexta-feira à noite  

                                        Parte 2                                                                               
 ... Foi assim que a terra parou... 
Pararam
As estrelas – a violência – o terrorismo – a fuzilaria da batida policial.
A lua brilhou mais, um cachorro uivou de saudade. Um botão atômico de comando militar ficou no ar, um general impediu sentença de morte em plena ereção, maldizendo a disciplina da guerra, tão longe da cama sentindo os sabores do sexo na boca amarga...

Insetos pararam nas relvas – se entreolhando, a cobra piscou um olho para dois sapos trepando – um espectro pairou na lagoa mágica. O Curupira colheu uma “presença” de Fumo, chamou o Saci Pêrêrê pra ficar assuntando, dando uma bola que girava na mata jogada, na magia da noite!...
Boitatá pediu um toque mais caliente, quente pra noite de veludo. Os Orixás se assanharam naquele instante parado na Terra
Noite de pólen, noite viscosa de orgasmo cósmico. Colhido caule plantado, o mangue absorvente de saliva lubrificante. Capibaribe – meu rio – vagina líquida da minha Cidade sentiu a penetração do mar nos grandes lábios gostosos dos arrecifes.

Agora, mais sweet Lady Jane – acaricie meus cabelos – meu rosto – abra meus sentidos com seus dedos em brasa...
Sim. Assim. Aaaiiii...
Vire o corpo, vire o mundo, vire-se toda... Mas... Antes me deixe sentir o perfume orvalhado de sua xoxota – beijar todos os seus lábios, saber com minha língua – muito sábia, modestamente – como vai seu clitóris...
Não. Não: essas lágrimas – minhas – que tocam sua coxa, suas coxas, é o extremo resultado – vibração úmida, cristaloplástica, porosa, sincopada, sexolúmea – feixe de nervos – homem liberto, geração espontânea, intemporal... Mesmo porque sou um “gourmet” – meu gosto apurado compara o sal de minhas lágrimas com o doce do teu gosto...
Com licença, sugarei o mel de uruçú de tua boceta cheirando a flores noturnas do campo...
(Vôte meu irmão, tremenda piração. Minha nave está no paraíso! Aterrisou na felicidade total – toda Criação me aplaude! Muito obrigado! Que coral é este? Uma coruja, um bacurau? Três sabiás – Ah! Meus sabiás fantasmagóricos – grilos, pererecas seresteiras – até a peitica agourenta parece uma flauta de Pan. É o cântico de louvor à musicalidade dos meus gestos, o amor buliçoso que se desprendo do corpo da fêmea e retine na Galáxia colorida dos meus irmãos na noite mágica)
Ai que língua!!! É a sua ou a minha?
Já somos “UM”?
Agora, fique de costas, meu amor só pra eu sacar possibilidade da felicidade atingir mais de quatro dimensões... Se a curvatura de tua bunda é assim como eu adivinhava – desconfiado, matreiro – quem manda você andar por aí vestida? É preciso ser Guru pra desnudar as formas, os sons, as repressões...

  ***

INTERVALO CIRCUNSPECTO BASBAQUE:... 
  

Mestre Kadosch
                Ilha de Itamaracá (PE) - 1979 a 1984

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