quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Palavras do meu Dono - II


Os adversários do S&M não deixam de objetar que seus adeptos não se acham entre si de acordo; que nem todos partilham das mesmas crenças, numa palavra, que se contradizem. Ponderam eles: se o ensino vos é dado pelos Mestres, como não se apresentam idênticos?
Ora, se um Mestre chegou a um grau bastante elevado, para se achar livre da sua vaidade e compreende que o seu desenvolvimento não é completo, reconhece-o e o confessa sem pejo. Mas, se ainda não se desmaterializou bastante do mundo “profano”, pode conservar alguns dos preconceitos de que se achava imbuído antes de ser Mestre.
De que serve o ensino dos Mestres BDSM, dirão alguns, se não nos oferece mais certeza do que o ensino de pessoas não iniciadas? Fácil é a resposta. Não aceitamos com igual confiança o ensino de todos os homens. Entre duas doutrinas, preferimos aquela cujo autor nos parece mais esclarecido, mais capaz, mais judicioso, menos acessível às paixões. Do mesmo modo se deve proceder com os Mestres.
Se entre nós há os que não estão acima da média humana, muitos há que a ultrapassam e estes nos podem dar ensinamentos que em vão buscaríamos com os homens mais instruídos.
Há coisas sobre as quais será inútil interrogar os Mestres, ou porque lhes sejam proibido revelá-las, ou porque eles próprios as ignoram e a cujo respeito apenas pode expender suas opiniões pessoais.
Os Mestres BDSM realmente superiores jamais se contradizem e a linguagem de que usam é sempre a mesma, com as mesmas pessoas. A razão vos diz que o bem procede de uma fonte boa e o mau de uma fonte má; por que haveríamos de querer que uma boa árvore desse mau fruto? Já colhestes uvas em macieiras? A diversidade das respostas é a prova mais patente da variedade das fontes BDSM donde elas procedem.
Cumpre, além disso, que se tenha em conta a prudência de que em geral, os Mestres usam na promulgação de suas opiniões sobre BDSM; uma luz muito viva e forte ofusca, não esclarece. Das causas seguintes podem derivar as contradições que se mostram nos escritos S&M; da ignorância de certos Mestres; do embuste dos mestres (com m minúsculo) inferiores que, por malícia ou maldade, dizem o contrário do que disse alhures um verdadeiro Mestre, cujo nome usurpa; da vontade do próprio Mestre, que fala segundo a época, os lugares e as pessoas, e que pode julgar conveniente não dizer tudo a todas suas escravas. Só o estudo, a Submissão, a experiência e a confiança em seu Dono podem ensinar a escrava a distinguir esses diversos matizes do BDSM.
Mestre Kadosch
Outubro/2011 – Olinda-PE

domingo, 23 de outubro de 2011

mel



Uma alma presa em um corpo mundano e de uma mente racional.... ou seria irracional?? ...

É justamente assim que ando me sentindo, ou as vezes acho que já nem sinto mais... mas, essa febre que não me deixa dormir a noite, esse desejo maciço de pertencer e de não ter mais vontade... por que não me deixas desejo?!!! por que levas de mim a minha paz?? ... se minha mente não se solta, se meu corpo não suporta a ausência, por que me incomodas desejo?? ora, me deixe no mundo frio e colorido do qual eu não faço mais parte... não me faça ficar neste limbo onde não sei quem eu sou... ai desejo por que apareceste na minha vida? desejo que és só desejo... que nunca chegas a SER... vá embora desejo!!! por favor vá embora...

Inspiração em salomão... Para meu Dono

Beija-me com os beijos de Tua boca;
 Porque melhor é o Teu amor do que o vinho.
 Mostra-me o rosto, faze-me ouvir a Tua voz,
 porque a Tua voz é doce, e o Teu rosto, amável
Eis que És gentil e agradável, ó Amado meu; 
o nosso leito é viçoso.

  Desejo muito a Sua sombra e debaixo dela me assento;
 e o Seu fruto é doce ao meu paladar.
  Desvia de mim os Teus olhos, porque eles me perturbam
Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor.

Quão formoso e quão aprazível És, ó amor em delícias!!!

 O Seu estandarte em mim é o amor.
 Quanto melhores são os Teus amores do que o vinho!
 

Achei Aquele a quem ama a minha alma!!!

PALAVRAS DO MEU DONO – Parte I



O amor que surge no BDSM, “É BDSM”, é legitimamente BDSM.
 Este deve ser cultivado, ampliado, respeitado e compartilhado pelos praticantes dessa nossa maravilhosa fantasia/ideal de vida, que devem ter orgulho de ter dentro de si tal sentimento que só demonstra a sensibilidade, a cumplicidade e a intensidade que deve reinar sempre em qualquer relação honesta e assumidamente BDSM.
O amor não descaminha os praticantes, nem enfraquece suas posições e práticas D/s ou S&M, ao contrário, por vezes até as solidifica, amplia e enaltece. Então, por que evitar, esconder sufocar, renegar ou se envergonhar de amor no BDSM?
O BDSM não nasce do amor. Mas o amor nasce do BDSM. Ame-se, e ame-se muito, assumindo-se sem vergonha ou medos esse amor que surge no BDSM. Então vejamos: existe amor no BDSM sim, e muito. Afinal, o Mestre não é um monólito frio e insensível para conseguir manter-se alheio e inexpugnável a tudo de especial que sua escrava lhe oferece, e nem esta é um ser acéfalo e desprovido de sentimentos senão o respeito e dedicação ao seu Dono.
 “Não esqueçais que o fim essencial, exclusivo do Mestre é a vossa melhora e formação como escrava, e que, para o alcançardes, é que eles vos iniciam na vida futura, oferecendo-vos dela exemplos de que podeis aproveitar. Quanto mais vos identificardes com o mundo BDSM que vos espera, tanto menos saudosas vos sentireis desse agora em que estais.”
Mestre Kadosch
Outubro/2011 – Olinda-PE

domingo, 16 de outubro de 2011

Lady Jane parte 2



Amado Mestre,
 Suas são as paginas deste espaço, como tudo que existe em mim. Te agradeço por permitires que Suas palavras povoem estas paginas... Te amo!
 Inteiramente sua ... {meldyka}_Kadosch

Lady Jane - Crônica poética de uma sexta-feira à noite  

                                        Parte 2                                                                               
 ... Foi assim que a terra parou... 
Pararam
As estrelas – a violência – o terrorismo – a fuzilaria da batida policial.
A lua brilhou mais, um cachorro uivou de saudade. Um botão atômico de comando militar ficou no ar, um general impediu sentença de morte em plena ereção, maldizendo a disciplina da guerra, tão longe da cama sentindo os sabores do sexo na boca amarga...

Insetos pararam nas relvas – se entreolhando, a cobra piscou um olho para dois sapos trepando – um espectro pairou na lagoa mágica. O Curupira colheu uma “presença” de Fumo, chamou o Saci Pêrêrê pra ficar assuntando, dando uma bola que girava na mata jogada, na magia da noite!...
Boitatá pediu um toque mais caliente, quente pra noite de veludo. Os Orixás se assanharam naquele instante parado na Terra
Noite de pólen, noite viscosa de orgasmo cósmico. Colhido caule plantado, o mangue absorvente de saliva lubrificante. Capibaribe – meu rio – vagina líquida da minha Cidade sentiu a penetração do mar nos grandes lábios gostosos dos arrecifes.

Agora, mais sweet Lady Jane – acaricie meus cabelos – meu rosto – abra meus sentidos com seus dedos em brasa...
Sim. Assim. Aaaiiii...
Vire o corpo, vire o mundo, vire-se toda... Mas... Antes me deixe sentir o perfume orvalhado de sua xoxota – beijar todos os seus lábios, saber com minha língua – muito sábia, modestamente – como vai seu clitóris...
Não. Não: essas lágrimas – minhas – que tocam sua coxa, suas coxas, é o extremo resultado – vibração úmida, cristaloplástica, porosa, sincopada, sexolúmea – feixe de nervos – homem liberto, geração espontânea, intemporal... Mesmo porque sou um “gourmet” – meu gosto apurado compara o sal de minhas lágrimas com o doce do teu gosto...
Com licença, sugarei o mel de uruçú de tua boceta cheirando a flores noturnas do campo...
(Vôte meu irmão, tremenda piração. Minha nave está no paraíso! Aterrisou na felicidade total – toda Criação me aplaude! Muito obrigado! Que coral é este? Uma coruja, um bacurau? Três sabiás – Ah! Meus sabiás fantasmagóricos – grilos, pererecas seresteiras – até a peitica agourenta parece uma flauta de Pan. É o cântico de louvor à musicalidade dos meus gestos, o amor buliçoso que se desprendo do corpo da fêmea e retine na Galáxia colorida dos meus irmãos na noite mágica)
Ai que língua!!! É a sua ou a minha?
Já somos “UM”?
Agora, fique de costas, meu amor só pra eu sacar possibilidade da felicidade atingir mais de quatro dimensões... Se a curvatura de tua bunda é assim como eu adivinhava – desconfiado, matreiro – quem manda você andar por aí vestida? É preciso ser Guru pra desnudar as formas, os sons, as repressões...

  ***

INTERVALO CIRCUNSPECTO BASBAQUE:... 
  

Mestre Kadosch
                Ilha de Itamaracá (PE) - 1979 a 1984

Lady Jane - ultima parte


Lady Jane - Crônica poética de uma sexta-feira à noite
                                     Ultima parte

FIM DO INTERVALO CINCUNSPECTO BASBAQUE
***
Pêra aí - Alá exagerou: Arcanjo Gabriel – amigo velho,
É gozação celestial?
Desculpe minha neguinha, preciso bater um papo,
Através desta janela com os meus Gurus lá de cima – fique assim;
Fremente, quietinha, a Lua toda refletida
Na rima perfeita de sua bundinha. (Slurp, slurp, slurp).
Snak, snak, snif, plaf, plaf, plaf, lap, lap, lap...

“ANJOS, ARCANJOS, ELFOS E SERAFINS: FALANGES DO AMOR E DA FECUNDAÇÃO ALADA, PATOTA ETÉREA, NINFAS, NEREIDAS, ARIADNES, SALAMANDRAS, MEU POVO MÁGICO: EU VOS SAÚDO MEUS ORIXÁS, MEU EU DUPLO, ANJO DA QUARDA, ACORREI A ESTA JANELA. ACUDAM MEUS GÊNIOS TUTELARES, SARAVÁ, XANGÔ MEU PAI: KAÔ KABECILÊ.”
Tá legal, meus amores de outras dimensões, meus Mestres, meus irmãos: que se faça feitiço poderoso pra ela não fluir de meus dedos, fazendo sombra no meu espírito.

Invoco vossas proteções, meus deuses: estou pedindo um quase nada,
Apenas o equilíbrio perfeito,
Entre o corpo e o espírito, o psíquico e o soma, soma de todo o meu eu, fusão com este que paira na noite.
Na curva do tempo, tempo de invocação mágica dentro da minha noite.
Meus bons espíritos – visões ocultas
É verdade, é verdade...
Já rodei de desamor num redemoinho de banzo,
Que nem uma pomba-gira, dancei mais feio do que Exu galináceo :
Nas quebradas da vida, na praia de Itamaracá – quanto tempo?
Minha amante brilhava, mas não rebrilhava...
Chorei a beleza do instante perdido, imerso no mar: lágrimas de plâncton prateado... Sempre me tocando de leve

As coisas fugindo de meus dedos, terror do meu sentir, e o Sol que dourava
Minha mente foi se apagando
Na solidão cósmica.
Pela distância do gozo que se resvalava... E se repetiu, e se repetiu, e se repetiu... Um desamor é um desamor. É um desamor de luz opaca.
Nas ondas, como nas ondas da praia
E as nereidas levando para cima a minha vida
A sombra azul da música celeste de Johann Sebastian Bach (tocata e fuga na “dor” maior), Ariadne montada na flauta mágica de Amadeus Wolfgang Mozart...
Iemanjá cavalgou na praia de Rio Doce – apenas um espírito que me tocou
E fugiu para sua dimensão mágica.
Ouçam meus lamentos, caros Mestres. . .
Porque já morri tantas vezes... Me destruí em tantas dimensões,
Meu Sol se apagando – lado escuro de minha Lua
Assumindo o universo de minha pele, do meu sexo, do meu astral feito
Cinza, negro e solidão...
(será que não comovo com tão longa oração, de metáforas, hipérboles alienação – esta imensa corte dos espíritos, meu irmão?).
Esse lamento cansado, longo, brochado, mascara uma intenção?
***
Ai que padeço de rima. . .
E é neste momento solene – em plena ereção – esta testemunha lunar, a mais linda bunda beijada, amada, dedilhada, vista, amada


 – vos digo:
Estais perdoados, irmãos astrais, Mestres. Também perdoai a minha modesta exasperação, foi à distância do arco-íris (sou apenas um Guru).
Percebi que, submetido a uma “provação” justa e digna
Que meu prêmio maior foi dado.

Longo foi meu discurso, longa minha espera, infinita é agora minha ventura e gôzo. Transando tão belo rabo que me aguarda na plenitude de uma boceta que me afoga, no litoral de uma fêmea que não sabe das distâncias ............................................................
Aleluia, aleluia... Lady Jane - riu, sorriu, gargalhou, trinou, falou: ...
Aplausos se fizeram ouvir nos horizontes da Noite
Lua mais clara, porta bateu com violência, soou um atabaque distante
Um búzio sonoro percorreu o leito do Capibaribe, guardando o som dentro de uma nuvem distante com jeito de tridente. . .

Meu sabiá cantou saudoso, gongá, solene brisa arrepiante, quase palpável – assanhou os meus cabelos.
Presságio, sinal, aprovação...
Meu cerimonial cabalístico acabou - agradeci as Entidades e, pulei pra realidade - sem medo, sem solidão.

Mestre Kadosch
                Ilha de Itamaracá (PE) - 1979 a 1984

Sede...


Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.

Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?

Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.
Já sei a eternidade: é puro orgasmo.
(Carlos Drummond de Andrade)



sábado, 15 de outubro de 2011

Presente do meu Senhor Kadosch:

                                                             A t e r 
                                                         H u M i l h a r
                                                           P R  O  T E G E R 
                                                   E D U  C  A  R   

Te amo meu  Dono, obrigada...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O dia das crianças passou...

O dia das crianças passou, mas, ainda quero presente meu Dono...
Se me fosse permitido escolher meu Senhor


eu queria esse presente:





Ou quem sabe este:

Ou quem sabe sair pra dançar...


um beijo ... um carinho... 




 dor ... colo... prazer


domingo, 2 de outubro de 2011

Tempo ... ou a falta dele....

eu ando meio assim, sem tempo,
 Sem remédio, 
Sem inspiração... 
É uma nuvem fria que anda rondando a minha vida...
 E que só faz sol quando apareces meu Dono...
Ai como Te espero...
Te espero e Te espero...
Pois quando chegas, trazes Contigo... 
 a cura pra todas as minha dores
e a felicidade renasce em mim...
Te amo... meu Senhor, Dono e Mestre...
 Kadosch
meu Sol