sábado, 17 de setembro de 2011

Lady Jane - Parte I

Meu amado Dono,
Obrigada pela graça infinda de poder utilizar Tuas tão lindas palavras neste espaço. escrava de sorte eu sou, em ser de um Dono, tão forte e ao mesmo tempo terno e doce como só Tu sabes seres.
Amo-Te,
sua por completo... {meldyka}_Kadosch

Lady Jane - Crônica poética de uma sexta-feira à noite
Parte I

     (Os átomos do meu espírito estão numa tremenda doideira... Elétrons desmunhecam, acho que estou em órbita –E se eu estiver falando fino? Vacilando? Qualé...)
– Tempero a garganta – Não é letra de música, Lady Jane... Todavia
Posso tirar a tua roupa?
Desmanchar a tensão do teu umbigo,
Beijando
Descobri a amplitude da tua barriga,
Beijando
Dedilhar sabiamente a curva incrível desta cintura?
Descobri também o gosto – estou salivando – de tua pele mordendo?

Ai meus sais minerais!
Me tragam camomila, cidreira e catuaba!
Uma antiguidade paira na fímbria da noite estupenda (oi!, é assim que se faz poema livre? Com fímbria e estupenda? Serei eu um luso-tropicalista enrustido? Arquiteto de Olinda? hippie démodé? Adelante...)
Vôte! Lá vem o passado na forma de um soutien!
Respiro fundo – Lady Jane: tiro “isto”?

Muito grato por todos estes toques...
Posso tirar um som no biquinho deste seio?
No outro?
Tensa, contraída, olhar temeroso, maxilar trancado sem voz que me diga
Sim!

Minhas mãos, minhas mãos... Você vê: mutantes, disformes, imensas, hipnóticas para desnudar esta noite – trazer a lua para trepar com a gente – transformar este lençol branco num “chão de estrelas”.
Uma viagem sem fim nesta nave de gozo total.
Eita... Um momento, não há pressa...
(nossa... ela riu mansamente, e, ainda não falou! Nada é perfeito! Que pele, que cheiro, a cor, enlouqueço!!! Ao trabalho, malandrim, conversa é roubo de gozo!)
Bem... Lady Janezinha... Sabes o que é Lady Jane? Nome carinhoso que os londrinos da barra-pesada denominam a “boceta”!

Assim, quando eu assoviar a música “Lady Jane” é um canto de louvor a tua xoxota – teu corpo todo!
É... A eletricidade de meus dedos absorvem tensão do teu corpo harmonioso, minha cuca ligadona no cosmos, dourada pele macia de teus peitinhos mansos, doces.
Lady Jane: perdoe o incômodo, tiro tua calça, tuas calças?
(agora eu fico louco Mesmo! Possesso, sandeu, pinéu, desvairado! E se eu estragar tudo?)
Bem, inda que mal te pergunte, Lady há mesmo um propósito para tudo na imensidão desta noite sem fim?

Tempo de olhar, tempo de tocar, tempo de amar, esses tempos todos impedindo o tempo da saudade? Se houver o tempo de ir está escrito o testamento numa linguagem que não precisamos, ler, saber...
Não. Não estou com frio – foi – foi (gaguejo?) foi São Jorge que abriu uma janela na lua para se masturbar.
Bons exemplos vêm de cima, my sweet Lady Jane...

***
.... Foi assim que a terra parou... 


Mestre Kadosch
                Ilha de Itamaracá (PE) - 1979 a 1984

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Kadosch meu Senhor

Hoje li este pequeno poema e senti nele exatamente o que eu gostaria de dizer-Te meu Dono,



"Masoquista é a que sofre,
Submissa é a que ama,
eu sou apenas tua escrava,
Tu me dizes quando é para sofrer,
ou é para amar"dumuz/vânia{RF}




terça-feira, 13 de setembro de 2011

Adoro templos....



Templos, altares, objetos e todos rituais...




ahhhh, quem sabe um dia.... no altar em sacrificio...

domingo, 11 de setembro de 2011

Soneto de devoção



Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! - uma cadela
Talvez... - mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
V. MORAES