quinta-feira, 18 de agosto de 2011


O Que Será (à Flor da Pele) Chico Buarque




O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar

O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz implorar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita









O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite



                                             



O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os tremores me vêm agitar
E todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

domingo, 14 de agosto de 2011

Homenagem ao meu 1° Dono (rsrsrsrsrs)


A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
Carlos Drummond de Andrade


Em clima de comemoração




FAbsinthe by ~the-little-skylark
E quando você me envolver nos seus braços serenos
Eu vou me render
Mas seus olhos morenos
Me metem mais medo
Que um raio de sol. (C. BUARQUE)

sábado, 13 de agosto de 2011

Plenitude


Plena é assim que estou me sentido, totalmente plena. Hoje eu sou mulher, fêmea de uma forma que nunca me senti.
Tenho Dono,um Dono tão doce e tão forte ao mesmo tempo... que me doma pelo simples fato de existir.
Agora tenho nome, o meu nome de 'verdade', escolhido para a pessoa que sou de verdade, não para aquela criancinha, fofinha, rosinha que eu nasci... mas para a mulher que eu sou, e estou completamente apaixonada por meu nome... {meldyka}_Kadosch. Gostaria de escreve-lo pelos muros da cidade e gritar em alto e bom som, que eu sou Dele e que Dele recebi este nome e por isso o aprecio tanto... {meldyka} do meu Senhor Kadosch.
Obrigada meu Senhor por me aceitar como sua escrava... me entrego aos Teus pés...

Vem meu amado Dono deleita-se em mim...

 me deixe servi-Lo cada dia mais...

me ensina, me proteja, me molda a tua vontade...

sua... é assim que eu sou... é assim que me sinto